Logo Auvo
Portugues Português
Blog / Gestão e Produtividade /

NR 35: entenda o que é, como aplicar em campo e EPIs obrigatórios

Voltar ao Blog Gestão e Produtividade

NR 35: entenda o que é, como aplicar em campo e EPIs obrigatórios

Leitura aprox. de 10 minutos

Avatar - Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues


Novembro 07, 2025


Leitura aprox. de 10 minutos

Aqui você encontra:

Milhares de acidentes de trabalho no Brasil são causados por quedas de altura, um risco constante para equipes externas em serviços. Para o gestor, a falha em segurança significa não apenas a exposição à perda de vidas, mas também o risco de multas altíssimas e interdição operacional.

A resposta legal e profissional para mitigar esse perigo é a Norma Regulamentadora 35, ou NR 35. Seu objetivo é estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para qualquer trabalho em altura, exigindo planejamento rigoroso, organização e execução segura.

Neste guia completo, entenda tudo sobre essa norma e como controlar a capacitação, o planejamento de risco e o uso de EPIs, transformando a segurança do trabalho em um diferencial operacional. Vamos conferir?

O que é NR 35 e para que ela serve?

A Norma Regulamentadora 35 (NR 35) é uma das diretrizes mais importantes da segurança do trabalho no Brasil, e que deve fazer parte do planejamento de gestores de equipes de campo.

Estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ela regula os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, abrangendo o planejamento, a organização e a execução de atividades.

Mas o que ela diz, afinal? A NR 35 determina que qualquer atividade realizada a mais de 2 metros do nível inferior, em que haja risco de queda, deve seguir um rigoroso padrão de segurança. 

Ela exige que o empregador garanta desde a saúde e aptidão física do trabalhador (ASO específico) até o fornecimento e inspeção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). 

🛠️ O que é uma ficha técnica e qual é a importância para equipamentos?

Seu foco principal é a prevenção de acidentes fatais e graves por queda, essencial para setores como Energia Solar, Climatização, Manutenção e Facilities. 

Para o seu negócio, a NR 35 não é apenas uma obrigação legal para evitar multas e interdições. Ela é a base de uma operação profissional. Cumprir a norma de forma organizada é sinônimo de excelência na gestão, protegendo vidas e garantindo a continuidade e a credibilidade dos seus serviços.

Quer saber mais sobre NRs e NBRs?

Entendendo o conceito: o que é considerado trabalho em altura?

Agora que você conhece a norma, pode estar se perguntando: o que é considerado altura? Será que essa regra se aplica ao meu negócio?

Muitos gestores ainda se perguntam: "Afinal, essa tarefa simples em altura exige todas as regras da NR 35 ou não?" A resposta não está apenas na presença de uma escada, mas sim na relação exata entre altura e risco.

Por isso, vamos explicar mais a fundo essa questão:

Definição legal: o critério da altura 

A NR 35 é categórica e estabelece uma linha divisória inegociável para o risco de queda:

"Considera-se trabalho em altura toda atividade com diferença de nível acima de 2 (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda."

Ou seja, se o técnico estiver trabalhando a 2,01 metros acima de qualquer superfície inferior (seja o chão, um piso ou uma laje abaixo), as exigências completas da norma se tornam obrigatórias. 

Isso inclui desde o treinamento específico e a aptidão médica até a emissão de documentos como a Análise de Risco (AR) e a Permissão de Trabalho (PT).

Exemplos práticos em serviços de campo

Consegue perceber como isso afeta diretamente seu trabalho? Em empresas de serviços externos, especialmente nas áreas de Energia Solar, Climatização e Manutenção, o trabalho em altura é a regra, não a exceção.

Confira algumas aplicações práticas:

Segmento

Atividades que exigem NR 35

Energia Solar

Instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos em telhados ou estruturas elevadas.

Climatização

Reparo de unidades condensadoras de grande porte localizadas em coberturas ou fachadas.

Manutenção/Facilities

Limpeza de caixas d'água elevadas ou inspeções de estruturas altas.

A Responsabilidade do Gestor

A NR 35 é clara: a responsabilidade de garantir um ambiente seguro é totalmente do empregador. Ao emitir uma Ordem de Serviço (OS) que envolva altura, o gestor assume o dever de assegurar que todas as medidas de proteção foram implementadas e comprovadas. 

Para isso, o gestor deve focar em dois pontos de controle:

  • Garantir a Aptidão: Controlar a validade do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) específico para trabalho em altura e certificar-se de que o certificado de treinamento (mínimo de 8 horas) do técnico está em dia.
  • Planejar e Documentar o Risco: Assegurar que o técnico realize a Análise de Risco (AR) no local antes de iniciar e, para tarefas não rotineiras, emitir a Permissão de Trabalho (PT).

Em última análise, o sucesso da execução depende da gestão documental e do controle de validade.

É por isso que um sistema de gestão digital se torna essencial: ele permite que o gestor monitore e valide a conformidade de cada técnico em campo, transformando a exigência legal em um processo operacional eficiente e seguro.

Os 3 pilares da NR 35 na prática para a sua operação 

Para o gestor, a NR 35 não pode ser vista apenas como um conjunto de regras burocráticas, mas sim como uma metodologia de gestão de risco em campo. A aplicação eficiente da norma se apoia em três pilares interligados:

Pilar 1: Capacitação e treinamento

O primeiro pilar é garantir que apenas trabalhadores qualificados e autorizados executem o serviço. A obrigação legal exige um treinamento inicial e periódico com carga horária mínima de 8 horas, que aborda os riscos, as medidas de controle e as condutas em emergência.

Para o gestor, o controle da validade desses treinamentos é crucial. Um certificado vencido é uma falha grave de conformidade. A Reciclagem deve ser feita a cada dois anos, ou imediatamente se houver mudanças nos procedimentos, equipamentos, ou se a saúde do técnico for reavaliada. 

A melhor forma de gerenciar isso é através de um sistema de documentos digitais, garantindo que você monitore os prazos e bloqueie a emissão de Ordens de Serviço (OS) em altura para quem estiver com a capacitação desatualizada.

Pilar 2: Planejamento e análise de risco 

Nenhum trabalho em altura deve ser improvisado, e o planejamento é o seu maior escudo legal e preventivo. O ponto de partida é a Análise de Risco (AR), um documento que identifica os perigos inerentes ao local (clima, eletricidade, superfície) e estabelece as medidas para mitigá-los antes que o trabalho comece.

Para atividades não rotineiras, a Permissão de Trabalho se torna obrigatória. Ela é a formalização de que o planejamento foi seguido e que o local está seguro para a execução. 

Dica de Gestão: Use checklists digitais no aplicativo do técnico. Ele só deve conseguir dar check-in na tarefa após validar (com campos obrigatórios ou fotos) que a AR foi conferida e a PT está anexada ou emitida. 

4.3. Pilar 3: Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Coletiva (EPC)

Este pilar trata da barreira física final contra a queda. A empresa deve fornecer e o técnico deve utilizar corretamente os EPIs adequados, com destaque para o cinto de segurança tipo paraquedista, o talabarte e o trava-quedas.

A chave aqui é o inventário de equipamentos. O gestor precisa não só comprar equipamentos com CA (Certificado de Aprovação) válido, mas também assegurar que o técnico realize a inspeção antes de cada uso. 

Como a tecnologia pode auxiliar na manutenção da NR 35

Se você é gestor, sabe que o maior inimigo da NR 35 é a papelada: ASO, validade do treinamento, inspeção de EPI, Análise de Risco (AR) e Permissão de Trabalho (PT). Se um desses papéis sumir ou vencer, o risco de multa ou de um problema grave dispara.

Essa burocracia manual não só estressa, mas também pode prejudicar sua produtividade. É humanamente impossível controlar isso no papel. A solução? Tirar essa gestão da gaveta e levar para o digital. É aqui que um software de gestão de equipes externas entra como o seu parceiro número um.

O sistema Auvo transforma o caos da conformidade em processos simples e automáticos:

  1. Checklists Inteligentes: Chega de confiar na memória do técnico. O sistema força o uso de checklists digitais obrigatórios. O técnico só consegue dar start no serviço (fazer o check-in) se inspecionar o EPI e validar as condições de risco no local. Você ainda pode exigir fotos como prova!
  2. Controle Automático de Prazos: Esqueça o medo de um ASO ou treinamento vencido. O Auvo monitora automaticamente a validade desses documentos. Se o prazo estourar, o sistema pode bloquear o técnico de receber Ordens de Serviço (OS) em altura, blindando sua empresa.
  3. OS Digital e Prova de Conformidade: Sua Ordem de Serviço se transforma em um dossiê de segurança. A AR e a PT ficam anexadas na OS digital. Em uma fiscalização, você tem a prova rastreável, com data e localização, de que a norma foi seguida.

Digitalizar essa gestão significa transformar a Conformidade em Vantagem Competitiva. Você reduz riscos e aumenta a credibilidade, garantindo que sua equipe trabalhe de forma segura, tranquila e muito mais eficiente.

Para simplificar de vez o controle de documentos de segurança, checklists de EPI e todas as exigências da NR 35 para sua equipe externa, o Auvo Tecnologia é a ferramenta ideal. 

Conheça o sistema Auvo e descubra como a tecnologia garante a conformidade da sua operação!

 

Leia Mais

Dicas, planilhas gratuitas e conteúdos para empresas de serviços externos

Dicas de Mercado

Guia Completo para elaborar um Contrato de Manutenção

Um contrato de manutenção formaliza detalhes da prestação de serviços em sua empresa. Aprenda a fazer o seu e garanta mais...

Manutenção

Manutenção preditiva, preventiva e corretiva: conheça tipos e diferenças

Entenda a diferença entre os vários tipos de manutenção, veja o comparativo entre preditiva, preventiva e corretiva, e saiba...

Leia mais conteúdos completos

Dicas, materiais e tudo que você precisa saber sobre prestação de serviço

Leia mais conteúdos
Gestão e Produtividade

Relatório de manutenção: o que é e como fazer [Modelo gratuito]

Descubra como criar relatórios de manutenção eficientes com nosso guia completo. Inclui passo a passo, tipos de relatórios,...

Gestão e Produtividade

Pirâmide de Maslow no trabalho: como usar para engajar a equipe

Saiba o que é a Pirâmide de Maslow, aplique para gerir a equipe e veja resultados na produtividade.

Gabriel Rodrigues

CEO da Auvo Tecnologia. Já ajudou mais de 4 mil empresas de serviços e assistência técnica com o Auvo.

Compartilhe

Teste grátis
Banner image

Faça como mais de 6 mil clientes e simplifique sua rotina com Auvo.

Roteirize agendas, envie orçamentos, controle chamados e acompanhe sua equipe em tempo real. Tudo em um só lugar.

Quero receber uma apresentação!
NR 35: entenda o que é, como aplicar em campo e EPIs obrigatórios
10:04