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NR 26 e NBR 7195: tudo sobre sinalização de segurança

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NR 26 e NBR 7195: tudo sobre sinalização de segurança

Leitura aprox. de 17 minutos

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Gabriel Rodrigues


Janeiro 26, 2026


Leitura aprox. de 17 minutos

Aqui você encontra:

As normas de segurança no trabalho são fundamentais para garantir que os colaboradores e gestores não lidem com riscos desnecessários. E, como diz a sabedoria popular, prevenir é sempre melhor do que remediar.

Por isso, a NR 26 e a NBR 7195 estabelecem os padrões para a sinalização de segurança no ambiente do trabalho. Aqui, você vai conferir que cores utilizar, ver um resumo do que consta nas normas e como aplicar no ambiente de trabalho.

NR 26: O que ela é e por que você precisa dela?

Sabe quando você entra em uma fábrica ou oficina e, de longe, já sabe onde está o extintor ou qual área é perigosa só pelas cores? Isso não é por acaso. Quem manda nisso é a NR 26.

Basicamente, ela é a lei que diz como as empresas devem usar cores e etiquetas para avisar sobre os perigos. Para quem faz gestão de equipes de serviço, a NR 26 é a sua melhor amiga para evitar que alguém se machuque por falta de aviso.

O cuidado com os produtos químicos (A tal da "etiqueta")

Se a sua equipe usa qualquer tipo de produto — desde um desengraxante forte até uma tinta industrial — a NR 26 exige que o frasco esteja bem identificado. Nada de usar garrafa PET sem rótulo, hein?

A norma usa um sistema chamado GHS (ou "Sistema Globalmente Harmonizado"). Na prática, são aqueles desenhos (pictogramas) que todos entende, não importa a língua que fale:

  • Desenho de chama: Produto inflamável (pega fogo fácil).
  • Desenho de caveira: Produto tóxico (perigo de envenenamento).
  • Desenho de mão encostando em um tubo: Produto corrosivo (queima a pele).

A ficha de segurança 

A NR 26 também diz que todo produto químico precisa ter uma ficha de segurança (chamada de FDS). Pense nela como o manual de instruções: se alguém espirrar o produto no olho ou se ele vazar no chão, é nessa ficha que está escrito que atitudes tomar.

Dica de mestre: No app da Auvo, você pode deixar o PDF dessa ficha direto na Ordem de Serviço. Assim, se o seu técnico precisar, a informação está na palma da mão dele!

Não adianta só pintar, tem que ensinar!

Muita gente acha que é só colocar a placa e pronto. Mas a NR 26 é clara: o gestor precisa treinar a equipe.

Não adianta nada ter uma placa amarela se o colaborador não sabe que o amarelo ali significa "Cuidado: risco de queda". O treinamento garante que todo mundo fale a mesma língua e que a sinalização realmente funcione como um "grito de alerta" visual.

Por que o gestor deve se importar?

  1. Segurança da equipe: Menos acidentes significam menos afastamentos.
  2. Bolso protegido: Evita multas pesadas do Ministério do Trabalho.
  3. Organização: Um ambiente sinalizado passa muito mais profissionalismo para o seu cliente.

NBR 7195: O "Código das Cores" na Prática

Se a NR 26 diz que você precisa usar cores, a NBR 7195 é quem dá o mapa da mina. Ela padroniza as cores para que ninguém use um "azul" onde deveria ser um "vermelho".

Imagine a confusão se cada empresa inventasse suas próprias cores. Um técnico que sai de um cliente e vai para outro ficaria perdido. Por isso, a NBR 7195 é universal no Brasil.

O que cada cor quer te dizer?

Para facilitar a vida dos seus técnicos e não errar na hora de organizar o estoque ou o canteiro de obras, olha só o que as principais cores significam:

  • Vermelho (Pare ou Fogo!): Essa é a cor da emergência. É usada para identificar equipamentos de combate a incêndio (extintores, hidrantes) e botões de parada de emergência em máquinas. Dica: Não use vermelho para tudo, senão ele perde o impacto!
  • Amarelo (Atenção!): O amarelo grita "Cuidado!". É usado em cavaletes de "piso molhado", corrimãos, partes móveis de máquinas e áreas onde alguém pode tropeçar ou bater a cabeça.
  • Branco (Caminho Livre): Sabe aquelas faixas no chão que indicam onde as pessoas podem andar ou onde as empilhadeiras passam? O branco serve para organizar o fluxo e delimitar espaços.
  • Verde (Segurança): É a cor do "está tudo bem". Indica chuveiros de emergência, caixas de primeiros socorros e rotas de fuga (aquelas placas que mostram a saída).
  • Azul (Obrigação): Viu um círculo azul? Ele está te mandando fazer algo. Geralmente é usado para avisar que naquele local é obrigatório usar EPI, como capacete, luvas ou protetor auricular.

Por que seguir esse padrão é bom para o seu negócio?

Talvez você pense: "Mas mestre, um adesivo de qualquer cor não resolve?". A resposta é: não. E aqui estão três motivos para você levar a NBR 7195 a sério:

  1. Rapidez na emergência: Em um momento de pânico (como um princípio de incêndio), o cérebro humano reconhece a cor muito mais rápido do que lê uma frase. O vermelho salva vidas porque é instintivo.
  2. Evita confusão: Quando você segue a norma, não tem erro de interpretação. O funcionário sabe exatamente o que aquela cor significa em qualquer lugar que ele estiver.
  3. Profissionalismo no atendimento: Se você presta serviço em grandes indústrias ou condomínios, chegar com seus equipamentos e sinalizações no padrão correto mostra que a sua empresa é de alto nível e conhece as regras do jogo.

Qual a diferença entre a NR 26 e a NBR 7195?

A NR 26 estabelece que a sinalização de segurança deve utilizar cores para ter melhor visibilidade entre os colaboradores e visitantes. A NBR 7195, por sua vez, define quais são as cores que devem ser usadas na sinalização para prevenir acidentes. Cada cor é traduzida em um risco específico.

Para não confundir mais as siglas, pense assim: a NR 26 é a "lei" (Norma Regulamentadora) do Ministério do Trabalho. Ela obriga as empresas a usarem cores para sinalizar perigos e exige que todos os produtos químicos sejam rotulados corretamente. Ela foca no "o que" deve ser feito para proteger o trabalhador.

Já a NBR 7195 é o "manual de instruções" (Norma Brasileira) da ABNT. É ela quem define exatamente quais cores usar para cada situação. Enquanto a NR 26 diz que você precisa sinalizar, a NBR 7195 garante que o vermelho seja sempre para incêndio e o amarelo sempre para atenção, não importa a empresa.

Em resumo: a NR 26 traz a obrigatoriedade legal, e a NBR 7195 traz a padronização técnica. Juntas, elas garantem que qualquer colaborador ou visitante entenda o risco na hora, evitando acidentes e multas pesadas.

Leia mais: NR 35: Tudo sobre o trabalho em altura

Quais são as cores da sinalização de segurança nas NRs?

Segundo a NBR 7195, são 12 cores de sinalização no total. Elas abrangem várias funções e, por consequência, indústrias. 

As cores mais usadas na sinalização de segurança nos serviços são vermelha, amarela, branca, azul e verde. Vamos ver o que cada uma significa abaixo.

Vermelha  Identifica aparelhos de combate a incêndio, como mangueiras e extintores.     Amarela  Alerta geral em relação a riscos de tropeçar, destaque de bordas e tubulações de gases não liquefeitos     Branca  Passarelas e corredores de circulação, coletores de resíduos e afins      Azul  Para uso e movimentação de equipamentos que devem ficar fora de serviço.     Verde  Sinaliza equipamentos de segurança, como os de socorro e urgência.

As demais cores são usadas em indústrias mais específicas, como as de energia química, elétrica, trabalhos com radiação, metais alcalinos, inflamáveis viscosos ou não. Vamos ver, especificamente, quais são as cores usadas para esses fins.

Preta  Indica canalizações de inflamáveis e combustíveis de viscosidade, como óleo lubrificante.     Laranja  Para canalizações contendo ácidos, partes móveis de máquinas, faces externas de polias e engrenagens, botões de arranque de segurança e afins.     Púrpura  Indica perigo de radiação eletromagnética     Lilás  Para canalizações que tenham álcalis (metais alcalinos)     Cinza-claro  Canalização em vácuo     Cinza-escuro  Eletrodutos     Alumínio  Tubulações com combustíveis de baixa viscosidade e gases liquefeitos inflamáveis     Marrom  Qualquer fluido que não seja identificado pelas outras cores

 

O que mudou com as revisões da NR 26?

A norma já foi revisada duas vezes, em 2011 e 2015.

A primeira revisão tratou das cores usadas para segurança em locais de trabalho. As alterações incluíram a exigência de seguir normas técnicas oficiais no uso de cores para indicar riscos, mas sem detalhes específicos como antes. 

Além disso, passou a ser obrigatório classificar produtos químicos conforme o Sistema Globalmente Harmonizado (SGH) e fornecer uma Ficha com Dados de Segurança do Produto Químico (FISPQ) para produtos perigosos.

Já a revisão de 2015 diz respeito aos rótulos de produtos saneantes, ou seja, usados na limpeza, e as informações de composição e riscos à saúde que suas embalagens devem exibir, seguindo um novo padrão da Anvisa. 

Como aplicar a NR 26 e a NBR 7195 na empresa?

Mapeie riscos

Para iniciar esse mapeamento, você deve realizar uma avaliação abrangente das atividades realizadas no local de trabalho, identificando potenciais ameaças à saúde e segurança dos colaboradores. Isso pode incluir análise de equipamentos, substâncias químicas, processos de trabalho e condições físicas do ambiente.

Além do mais, nada dispensa a avaliação técnica e rigorosa de um profissional especialista, como engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. 

Para ter um mapa de risco dentro dos padrões, você vai precisar de uma legenda mais ampla para as cores, que vão representar riscos gerais. Vamos ver:

Grupo verde - riscos físicos  Grupo vermelho - riscos químicos  Grupo marrom - riscos biológicos  Grupo amarelo - riscos ergonômicos  Grupo azul - risco de acidentes

 

No mapa, os riscos são indicados em círculos, que também indicam a intensidade do perigo.

  1. Círculo grande, com diâmetro de 10 cm: risco grave à vida, integridade física e sem meios para redução neutralização ou controle.
  2. Círculo médio, com diâmetro de 5 cm: ponto de atenção, mas cujo risco pode ser controlado.
  3. Círculo pequeno, com diâmetro de 2,5cm ou menos: risco que não é grave por essência ou que está totalmente controlado.

Um mapa de risco seguindo esses padrões ficaria nesta linha:

Mapa de riscos de uma empresa de serviços, com círculos e cores categorizando e representando a intensidade dos riscos de cada área.

 

Ao entender e documentar os riscos, as empresas podem implementar medidas preventivas e corretivas específicas de acordo com a categoria e a intensidade de riscos em cada área. 

Além disso, o mapeamento determina que áreas precisam de mais sinalização. Seguindo o mapeamento, a sua operação flui melhor e os colaboradores ficam mais seguros.

Faça um plano de ação

O plano de ação segue o mapeamento. Agora, sabendo os riscos de cada área, estude e confirme com um especialista que sinalizações são necessárias e como manter a equipe ciente sobre cada uma delas e em que atitude implicam.

Isso nos leva ao próximo tópico.

Treine os colaboradores

A NR 26 não estabelece um treinamento ou capacitação específicos, como, por exemplo, a NR 35 exige.

No entanto, a NR 26 recomenda que cada empresa faça treinamentos específicos com as suas equipes para alinhar as sinalizações de segurança e como seguí-las.

Treinar os colaboradores sempre vai ser um investimento de alto retorno à empresa, tanto para mitigar riscos quanto para aumentar a produtividade e o rendimento do trabalho.

Veja que treinamentos são obrigatórios às NRs 10, 15 e 35 aqui.

Leia mais: Por que investir em treinamento de equipes em campo?

Crie processos

Do mesmo jeito que é fundamental ter um padrão de sinalização de segurança, também é ter um processo estruturado de trabalho. Isso vale tanto para quando o colaborador estiver na sede da empresa quanto nos clientes, realizando trabalhos específicos como o em altura.

Para ter certeza de que os colaboradores estão com os EPIs em campo, você pode recorrer a relatórios fotográficos para o serviço em campo. Para um serviço em altura, por exemplo, você pode criar uma checklist para o colaborador preencher com fotos. Nela, você coloca o primeiro passo obrigatório como um registro das EPIs do serviço.

Baixe grátis: Documento de EPI

Isso vai não só assegurar os seus colaboradores, como os seus clientes. Pense: é muito mais fácil mostrar todo o serviço que foi realizado quando se tem um registro completo. Isso vai dar um respaldo à sua empresa que as concorrentes de mercado não têm.

E se comprova na prática: foi por meio dos checklists do Auvo que a Zeus Engenharia assegurou que todos os EPIs eram usados em campo e ofereceu uma garantia de qualidade de serviço aos clientes que fez a empresa se destacar no mercado e decolar no faturamento.

Leia mais: Como os processos que a Zeus criou com Auvo aumentaram 90% de produtividade

A sinalização de segurança em clientes

Se a sua equipe trabalha na rua, o desafio é dobrado. Diferente de uma fábrica, onde as placas estão fixas na parede, o técnico de serviços externos precisa levar a segurança "na mochila". 

Quando o seu colaborador chega para consertar um ar-condicionado em um shopping ou fazer uma manutenção elétrica em um condomínio, o ambiente é dinâmico e cheio de pessoas que não conhecem os riscos daquele trabalho.

Nesse caso, a sinalização precisa ser móvel e imediata. Cones, fitas zebradas e cavaletes amarelos (olha a NBR 7195 aí de novo!) são ferramentas de trabalho tão importantes quanto a chave de fenda. 

Por que focar nisso?

  • Evita acidentes com terceiros: Um pedestre que escorrega em um piso molhado sem sinalização pode gerar um processo jurídico tanto para o seu cliente quanto para a sua empresa.
  • Valoriza o serviço: Um técnico que chega, isola a área e coloca placas de advertência passa uma imagem de muito mais profissionalismo e confiança.
  • Respaldo na Ordem de Serviço: Orientar o técnico a tirar uma foto da área sinalizada antes de começar o trabalho é a sua maior prova de que as normas de segurança foram seguidas à risca.

Lembre-se: no cliente, a sinalização de segurança é a sua assinatura de que o serviço está sendo feito por especialistas, e não por amadores.

Saber o que são NR 26 e a NBR 7195 e como utilizá-las em seu dia a dia é essencial para ter resultados excelentes no setor de serviços. 

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Gabriel Rodrigues

CEO da Auvo Tecnologia. Já ajudou mais de 4 mil empresas de serviços e assistência técnica com o Auvo.

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