Você já sentiu que o dinheiro da sua empresa está "preso" nas prateleiras enquanto a sua equipe de campo perde tempo por falta de itens básicos? Para quem gere prestação de serviços, o estoque é um dos maiores desafios: se sobra material caro, o capital de giro desaparece; se falta uma peça simples, a operação para e o cliente reclama.
O segredo para equilibrar essa conta não está em comprar mais, mas em gerir com prioridade. É aqui que entra a Curva ABC de Materiais, a ferramenta definitiva para quem quer parar de "apagar incêndios" e começar a lucrar com a operação.
A Curva ABC é um método de classificação de inventário baseado no Princípio de Pareto (a famosa Regra 80/20). Aplicada aos materiais, ela revela que nem todo item tem a mesma importância para o seu caixa.
Na prática, a metodologia separa seus insumos em três categorias, baseadas no impacto financeiro que eles geram no seu faturamento ou no custo total do estoque:
O grande objetivo aqui é entender que tratar o parafuso (Classe C) e o compressor (Classe A) com o mesmo nível de controle é um erro estratégico. A Curva ABC ensina onde você deve colocar seus olhos e onde pode automatizar processos para ganhar agilidade.
Para aplicar a metodologia na sua empresa de serviços, você não deve olhar apenas para a quantidade de peças na prateleira, mas sim para o valor de consumo. Isso significa multiplicar a quantidade usada de cada item pelo seu custo unitário.
Veja como separar seus materiais para garantir que o esforço da sua equipe esteja onde o dinheiro realmente está:
Estes são os itens estratégicos da sua operação. Eles representam pouco volume físico, mas são responsáveis pelo maior impacto no seu capital de giro.
São peças que têm um valor moderado e uma saída constante. Elas garantem que a rotina da prestação de serviços não pare.
É a "miudeza" indispensável. Representam a grande maioria dos itens físicos, mas impactam muito pouco no valor total investido.
Dica de ouro: É muito mais caro o seu técnico ter que voltar da rua por falta de um parafuso do que manter um estoque cheio desses materiais.
Se na gestão de clientes a Curva ABC foca em faturamento, na gestão de estoque o objetivo é equilíbrio financeiro e disponibilidade. Para empresas de manutenção e serviços, o estoque parado é dinheiro que não circula, mas a falta de uma peça essencial pode paralisar toda a operação de campo.
Aplicar a Curva ABC aos seus materiais permite que você saiba exatamente onde investir seu capital de giro:
Aqui estão as peças que possuem o maior valor unitário ou são vitais para a execução do serviço. Representam cerca de 20% do estoque, mas 80% do valor investido.
São peças que têm um valor moderado e uma saída constante. Representam cerca de 30% do estoque.
É a "miudeza" do estoque. Representam a maior parte dos itens físicos (cerca de 50%), mas impactam muito pouco no valor total (cerca de 5%).
Ao classificar seus materiais, você evita dois grandes problemas: o desperdício de dinheiro em peças caras que ficam meses na prateleira e a queda na produtividade por falta de itens básicos. Com a Curva ABC, o seu almoxarifado trabalha a favor da agilidade da sua equipe técnica.
Agora que você já entende a lógica das categorias, vamos colocar a mão na massa. Embora um software de gestão automatize esse processo, é fundamental que você, como gestor, entenda os 5 passos para construir essa análise (seja no Excel ou no seu sistema):
O primeiro passo é listar todos os itens do seu estoque e o consumo de cada um em um determinado período (recomendamos os últimos 12 meses para evitar distorções sazonais).
Coloque sua lista em ordem do maior valor de consumo para o menor. O item que mais "pesou" no seu bolso deve ficar no topo da lista.
Primeiro, descubra quanto cada item representa no valor total do estoque em porcentagem (%). Depois, vá somando essas porcentagens linha a linha para obter o Valor Acumulado.
Com base no valor acumulado, você traça as linhas de separação que definem sua estratégia:
O cálculo é apenas o começo. Com a lista pronta, você deve se perguntar:
Implementar a Curva ABC não é apenas um exercício de organização, é uma mudança de jogo na rentabilidade da sua empresa de serviços. Quando você para de tratar todos os materiais da mesma forma, colhe resultados imediatos em quatro frentes principais:
O benefício mais direto é no bolso. Ao identificar os itens Classe A, você descobre onde está a maior parte do seu dinheiro. Em vez de comprar grandes quantidades de peças caras "para garantir", você passa a comprar apenas o necessário, liberando capital que estava parado na prateleira para investir em outras áreas da empresa, como marketing ou treinamento.
Nada destrói mais a produtividade do que um técnico parado na rua porque esqueceu um conector ou um parafuso. Ao entender que os itens Classe C devem estar sempre disponíveis e em abundância, você elimina viagens desnecessárias de volta à sede. O resultado? Mais chamados atendidos por dia e menos gasto com combustível.
Quando você sabe quais itens representam 80% do seu custo (Classe A), seu setor de compras ganha foco. Em vez de perder tempo negociando o preço da fita isolante, eles gastam energia negociando contratos melhores com fornecedores de peças de alto valor. Focar no lugar certo traz descontos que realmente impactam a margem de lucro.
Materiais caros que ficam esquecidos no estoque podem sofrer danos, perder a validade técnica ou se tornar obsoletos. A Curva ABC força um controle rígido sobre o que realmente importa. Com um giro de estoque mais inteligente para os itens Classe A e B, você minimiza o risco de ter que descartar componentes caros que nunca foram utilizados.
Excelente escolha. Este capítulo é fundamental para construir autoridade, pois mostra que você conhece os desafios reais do dia a dia de quem gere estoque e previne o leitor de falhas que custam caro.
Aqui está o desenvolvimento:
Até as ferramentas mais poderosas podem falhar se forem aplicadas sem critério. Na gestão de materiais para serviços, alguns deslizes podem mascarar a realidade financeira e operacional da sua empresa.
Veja o que você deve evitar para que sua estratégia não fique apenas no papel:
Um erro clássico é classificar como "Classe A" apenas o que é caro individualmente. O que define a classe é o valor total de consumo.
O mercado de serviços é dinâmico. O preço do cobre sobe, novos fornecedores surgem e a tecnologia das peças que você usa evolui.
Este é o erro que mais afeta a operação de campo. Nem tudo que é "Classe C" (barato) pode ser tratado com desatenção se ele for vital para o serviço.
Tentar gerir a Curva ABC em uma planilha de Excel que não conversa com o que o técnico usa na rua é um convite ao erro.
Ter os dados na mão é o primeiro passo, mas agir sobre eles em tempo real é o que separa as empresas comuns das que escalam com alta lucratividade. Gerir a Curva ABC de forma manual (com planilhas que aceitam erros e se tornam obsoletas rapidamente) pode acabar criando um novo gargalo na sua mesa.
Para que o seu estoque trabalhe a favor do seu caixa, a tecnologia precisa ser sua maior aliada. É aqui que o Auvo transforma a teoria em resultado prático para a sua operação.
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